Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e candidato a governador de São Paulo, participou nesta segunda-feira (17) de uma caminhada com mulheres na região central da capital. O petista criticou o desempenho na segurança pública do governo Tarcísio de Freitas e mencionou uma tentativa de constrangimento contra Marina Silva.
Haddad afirmou que a maioria das mulheres espera segurança do governador, pois a situação atingiu patamares inaceitáveis. O petista disse que o gestor público deve apresentar um plano, algo que ele alega não ter feito em 2022, durante o governo ou na campanha de 2026. Haddad associou o aumento da violência contra a mulher ao bolsonarismo, alegando que a extrema direita não respeita o outro.
Durante o evento, houve uma tentativa de constranger Marina Silva, que se afastou dos demais por precaução devido a uma fratura na vértebra L4. Testemunhas contaram que um homem se aproximou da candidata de modo contundente. Marina relatou o episódio, dizendo que um homem com gestual agressivo tentou abordá-la.
A passeata, que ocorreu da Praça da República ao Teatro Municipal, contou com críticas das candidatas ao Senado. Elas trataram Tarcísio como “inimigo das mulheres”, questionando cortes orçamentários e a prioridade dada à Secretaria de Políticas para a Mulher. Simone Tebet criticou o fechamento de delegacias da mulher no interior de São Paulo a partir das dezenove horas.
Simone Tebet prometeu que um eventual governo do PT garantiria atendimento “24h por dia, sete dias por semana”. Marina Silva comparou a chapa apoiada por Haddad, com duas candidatas mulheres, ao grupo de Tarcísio, composto majoritariamente por homens, defendendo o protagonismo feminino na prática.


