Setores exportadores da indústria criticam a abertura do processo de reciprocidade contra a sobretaxa imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Dirigentes apontam que a decisão possui foco político e não trará benefícios econômicos imediatos para as empresas afetadas.
Líderes industriais afirmam que a lei de reciprocidade não deve pressionar o governo dos Estados Unidos a negociar. Os empresários alertam ainda para a demora na aplicação prática da contramedida, visto que o trâmite exige aprovação de relatório, consulta pública e decisões finais, processo que pode levar mais de três meses.
Exportadores declaram que o governo considerou cálculos políticos ao adotar a medida. Um dirigente do setor disse a veículos de comunicação que o uso da reciprocidade se alinha ao discurso eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre soberania nacional.
José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), também viu influência do período eleitoral na decisão. Castro afirmou que o Brasil não possui, no momento, condições de igualdade para disputar com o mercado norte-americano, e que a ação pode gerar mais transtornos do que benefícios na relação bilateral.


