O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o enviado dos Estados Unidos, Jared Kushner, discutiram a possibilidade de Washington supervisionar o desarmamento do Hamas. O diálogo ocorreu em Jerusalém, enquanto Washington busca reduzir divergências entre Israel e o grupo palestino sobre o plano de paz promovido por Trump.
Autoridade israelense de alto escalão informou que as partes concordaram que não haverá reposicionamento ou reconstrução na Faixa de Gaza antes do desarmamento do Hamas. A primeira fase da desmilitarização, segundo a fonte, consistirá em solicitar que o Hamas entregue suas armas para desmantelamento sob supervisão de um general americano.
Um rascunho acordado em 30 de julho previa que o desmantelamento seria supervisionado pela Força Internacional de Estabilização, estrutura que seria enviada a Gaza se a situação melhorasse. O Hamas havia prometido entregar armas a um novo órgão de governo palestino, o que gerou ceticismo de Netanyahu.
Funcionário do Conselho da Paz de Trump declarou que cada arma recolhida seria desmantelada completamente, e que Israel mantém seu direito à autodefesa caso o Hamas use terrorismo ou tente se rearmar. Kushner foi acompanhado por outros membros do Conselho da Paz, incluindo o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Em paralelo, o Ministério da Saúde de Gaza, governado pelo Hamas, relatou que ao menos 1.262 palestinos morreram em operações israelenses desde a vigência da trégua de outubro de 2025, segundo dados considerados confiáveis pelas Nações Unidas. O Exército israelense registrou cinco mortes no mesmo período.


