A Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial que engloba dívidas de R$ 17,3 bilhões devidas a aproximadamente 28 mil credores. A empresa listou bancos, fundos de investimento e fornecedores em seu plano de reestruturação.
A maior parte desse montante, cerca de R$ 16,4 bilhões, corresponde a dívidas quirografárias, ou seja, sem garantia real, como débitos com fornecedores. As obrigações trabalhistas somam R$ 754,5 milhões. A seguradora Zurich Minas Brasil Seguros aparece no topo do ranking, com um débito de R$ 1,97 bilhão.
Entre as grandes empresas, a Samsung figura com R$ 937,6 milhões a receber. Outros fornecedores citados incluem Electrolux, com R$ 700 milhões, e LG, com R$ 623,7 milhões. O Bradesco detém um crédito de R$ 655,6 milhões, somando valores devidos ao próprio banco e ao Digio, que é controlado por ele.
A varejista alega que enfrenta a pior crise financeira desde sua fundação. O grupo justifica o cenário difícil pelo aumento da taxa Selic a partir de dois mil e vinte e um, que impactou severamente sua operação dependente do crediário. A companhia também aponta a inflação e a concorrência de plataformas internacionais como fatores agravantes.
A crise não é nova. Em dois mil e vinte e três, a empresa já havia implementado um plano de reestruturação que envolveu o fechamento de cinquenta e cinco lojas e a demissão de oito mil e seiscentos funcionários. Medidas anteriores não foram suficientes para reverter o quadro econômico-financeiro da companhia.


