Os candidatos à presidência Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos criticaram o descontrole fiscal e a alta taxa de juros do governo Lula durante a 27ª Conferência Anual do Santander Brasil, em São Paulo. Os três presidenciáveis defenderam a necessidade de um ajuste fiscal imediato para permitir a queda dos juros e reativar o ciclo de investimentos nacional.
Renan Santos defendeu que o Brasil precisa sair da baixa produtividade por meio de reformas estruturais. Ele afirmou que o controle das despesas públicas é o caminho para a queda dos juros, propondo uma “super reforma fiscal” que desvincularia verbas de saúde, educação e aposentadoria. Santos classificou a inadimplência, que atinge quase 84 milhões de pessoas, como uma “calamidade social”.
Romeu Zema colocou a responsabilidade fiscal como prioridade para recuperar a credibilidade do país. O candidato defendeu a privatização de estatais e um choque de gestão para cortar privilégios. Ele descreveu o cenário atual como um “círculo vicioso” de endividamento, alegando que a alta taxa de juros faz com que famílias paguem por “dois carros” ao adquirir um financiado.
Ronaldo Caiado acusou o governo de aumentar gastos constantemente e usar manobras contábeis no arcabouço fiscal. O ex-governador de Goiás classificou o governo como “retrógrado”, apontando que a taxa de juros é insustentável para o setor produtivo. Ele propôs uma Emenda à Constituição que limitaria o crescimento dos gastos públicos a 40% ou 50% do crescimento do Produto Interno Bruto.


