A Meta enfrenta um processo judicial na Califórnia que pode configurar crise existencial para a empresa. Quatro estados, incluindo Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, buscam indenização de até 1,4 trilhão de dólares. A ação alega que a companhia intencionalmente vicia crianças e adolescentes em suas plataformas.
O processo, iniciado em dois mil e vinte e três, alega que a Meta desenvolveu recursos no Instagram e no Facebook que causam dependência física e mental em jovens. Segundo o Procurador-Geral da Califórnia, Rob Bonta, a empresa cultivou o vício para aumentar lucros corporativos.
A ação aponta que o modelo de negócios da Meta foca em maximizar o tempo dos usuários jovens. Além disso, o processo cita recursos considerados manipuladores, como algoritmos de recomendação que manipulam a dopamina, filtros visuais que promovem dismorfia corporal e rolagem infinita.
A defesa da empresa teve um recurso rejeitado recentemente pelo Tribunal de Apelação do Nono Circuito. A companhia argumentava que possuía imunidade sob a Seção 230 da Lei de Decência da Comunicação. A Meta pretende recorrer da decisão do tribunal de primeira instância.
A disputa judicial não envolve apenas indenizações financeiras. Os estados também pleiteiam mudanças estruturais na Meta, como melhor verificação de idade, modificações nos algoritmos para reduzir o vício e o fim de recursos como Stories no Instagram.


