O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou nesta segunda-feira (17/8) sobre o uso da linha emergencial de crédito. Ele disse que o aumento do comprometimento de renda nessas modalidades pode gerar um efeito bola de neve, devido às altas taxas de juros.
Galípolo abordou a questão do crédito mais caro no país, citando cartão de crédito, empréstimo rotativo e crédito sem garantia. Ele comparou o cenário brasileiro ao da pandemia, quando houve grande inclusão financeira, mas apontou que o desequilíbrio atual reside na forma como o cliente acessa esses créditos emergenciais.
Segundo o presidente da autarquia, em outros países o consumidor migra de linhas de juros baixos com garantia para créditos piores em momentos de emergência. No Brasil, o acesso direto a essas linhas emergenciais e a visão do limite do cartão como renda disponível criam um risco exponencial, devido às taxas elevadas.
Sobre o PIX, Galípolo classificou o sistema de pagamento instantâneo como “patrimônio da sociedade brasileira”. Ele afirmou que o sistema está consolidado e o foco agora é sua defesa, acompanhando inovações. O Banco Central avalia a interligação do PIX com sistemas de pagamento de outras jurisdições.


