O Grupo Casas Bahia solicitou recuperação judicial no domingo, 16, após registrar prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. A medida visa reorganizar obrigações financeiras, coincidindo com o início do fechamento de 298 lojas no país.
A companhia justificou o pedido de reestruturação alegando o cenário econômico de juros altos e crédito restrito. O prejuízo acumulado nos primeiros seis meses de 2026 atingiu R$ 11,2 bilhões, enquanto o saldo negativo em doze meses foi de R$ 13,2 bilhões, segundo a empresa.
O plano de corte de custos inclui o encerramento de quase trinta por cento de suas unidades, o que pode levar ao desligamento de aproximadamente três mil colaboradores. Na quinta-feira, 13, cerca de seiscentos trabalhadores foram demitidos, com mais desligamentos previstos para o dia seguinte.
As dificuldades financeiras não são novas. Em dois mil e vinte e quatro, a Casas Bahia já havia entrado em recuperação extrajudicial. A empresa planeja focar recursos em canais e lojas mais rentáveis, mantendo, contudo, as operações de comércio eletrônico e outras unidades do grupo.

