O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) pode ser multado pelo Tribunal de Justiça de Goiás devido ao fechamento de unidades escolares durante a greve. A decisão judicial exige que cada unidade mantenha, no mínimo, 70% dos servidores administrativos em serviço.
A Secretaria Municipal de Educação informou que a gestão busca negociar com os servidores para evitar transtornos à comunidade. O desembargador Augusto Ventura, da 1ª Seção Cível do TJ-GO, estabeleceu multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da ordem, com limite inicial de R$ 100 mil.
Em paralelo ao litígio, a administração municipal apresentou aos servidores uma proposta de reestruturação de carreira, após um período de quinze anos. O impacto financeiro estimado da proposta, que prevê nova tabela de vencimentos até 2030, soma R$ 62,6 milhões.
A proposta visa corrigir distorções salariais e prevê ganhos reais médios que variam de 7,910% no Nível I a 11,647% no Nível II para o ano de 2026. A Procuradoria-Geral do Município solicitou ao Judiciário que o Sintego apresente a ata da assembleia grevista e um plano de contingência por unidade escolar.

