O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (17), que a Margem Equatorial brasileira pode suprir o mercado global de petróleo se o estreito de Ormuz for fechado em um conflito entre Estados Unidos e Irã. A declaração ocorreu a bordo de um navio-sonda da Petrobras, no Amapá.
A fala do presidente ocorreu três dias após a Petrobras anunciar a identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia sedimentar da Margem Equatorial. A presidente da estatal, Magda Chambriard, confirmou a descoberta de petróleo no domingo (16). Em seu vídeo, Lula declarou que o Brasil abriria as reservas para o mundo se houvesse um bloqueio no estreito.
O estreito de Ormuz, localizado no Oriente Médio, é uma rota marítima de trinta e três quilômetros de largura e afeta o transporte de mais de 14 milhões de barris diários de petróleo. O presidente reforçou o caráter estratégico da descoberta, dizendo que um país com petróleo de qualidade não permitiria interferência externa.
A Margem Equatorial é uma faixa costeira no Norte do país que abrange áreas ao largo de estados como Amapá, Pará e Maranhão. A região é vista como nova fronteira exploratória, com potencial geológico similar a descobertas na Guiana e Suriname. A Petrobras busca recompor reservas para atender a demanda nacional durante a transição energética.
Segundo o governo federal, o Brasil corre risco de se tornar importador de petróleo a partir de dois mil e quarenta, caso não avance em novas explorações. A presidente da Petrobras esclareceu que a descoberta ainda não implica exploração econômica, sendo necessário finalizar a perfuração do poço Morpho para confirmar a quantidade de material.


