O Irã declarou nesta segunda-feira, dia 17, que pode iniciar uma ofensiva no Estreito de Ormuz caso as negociações com os Estados Unidos não avancem. Paralelamente, Donald Trump ameaçou bombardear Omã, aliado dos americanos na região, devido à frustração com o conflito.
Desde o início do conflito, Teerã restringiu o tráfego no Estreito de Ormuz, rota por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Omã, situado no sul do estreito, mantém posição de neutralidade, mas é alvo de ataques iranianos por sediar tropas americanas.
Um alto funcionário do governo iraniano informou que o país decidiu mudar sua estratégia de defensiva para ofensiva. O comunicado indicou que Teerã intensificará as tensões na região se a diplomacia com os Estados Unidos falhar.
Trump expressou insatisfação com a negociação, criticando Omã em entrevista telefônica. O presidente afirmou que, se Omã atrapalhar, o país será bombardeado. Ele também disse que os Estados Unidos não tentarão prorrogar o cessar-fogo com os iranianos.
A interrupção do tráfego elevou os preços dos combustíveis e aumentou a pressão política sobre Trump. Uma pesquisa divulgada na segunda-feira mostrou que a taxa de aprovação do presidente caiu para 33% entre os entrevistados.


