A Polícia Federal indiciou o empresário José Marcos Moura, conhecido como ‘Rei do Lixo’, e outras vinte e quatro pessoas na Operação Overclean. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos ligados a emendas parlamentares, envolvendo empresários e agentes públicos.
O grupo investigado teria movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão por meio de contratos considerados fraudulentos, segundo a PF. O indiciamento encerra a etapa policial, e o material segue para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para a Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR decidirá sobre a denúncia ou o arquivamento do caso.
As acusações incluem corrupção, fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e desvio de verbas. A primeira fase da Operação Overclean ocorreu em dez de dezembro de dois mil e vinte e quatro. Naquela ocasião, a PF informou que servidores públicos facilitavam a contratação de empresas previamente selecionadas, e os contratos eram superfaturados.
A polícia cumpriu cinquenta e nove mandados judiciais na Bahia, São Paulo e Goiás, prendendo dezesseis pessoas. Entre os detidos estavam Moura e um vereador de Campo Formoso. A investigação também apontou movimentação de verbas do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Bahia.
Em outra decisão, o STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas. Apurações com deputados federais continuam em andamento sob relatoria do ministro Nunes Marques.


