Sangramentos, infecções e alterações de pressão representam riscos graves na gestação e após o parto. O reconhecimento rápido desses sinais é crucial para a saúde da mulher, segundo especialistas.
Dados do Ministério da Saúde de 2024 indicam que o Brasil registra 56,4 mortes maternas a cada 100 mil nascidos vivos. A meta estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é reduzir esse número para 30 mortes por 100 mil até 2030, o que exige uma diminuição de cerca de 47% no indicador atual.
A ginecologista Ana Christina de Lacerda Lobato, membro da diretoria da SOGIMIG, afirma que o acompanhamento da mulher deve ser integral. Ela aponta que complicações como hemorragias obstétricas, distúrbios hipertensivos e infecções podem ser controladas com um pré-natal qualificado e assistência adequada.
Distúrbios hipertensivos, por exemplo, demandam atenção imediata. Sintomas como dor de cabeça intensa, inchaço súbito e alterações visuais podem sinalizar pré-eclâmpsia, quadro que evolui rapidamente. Outros alertas incluem sangramento vaginal, perda de líquido, febre e diminuição dos movimentos do bebê.
A médica reforça que, na dúvida, a gestante deve buscar atendimento. A vigilância não termina com o nascimento; o puerpério é um período de risco que exige orientação e acesso contínuo aos serviços de saúde.


