O candidato à Presidência Renan Santos afirmou que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) restringe o trabalhador e defendeu o Microempreendedor Individual (MEI) como forma de formalização. As declarações ocorreram durante sabatina no SBT News, na última segunda-feira (17/08/2026).
Santos declarou que a legislação trabalhista vigente torna a contratação formal inviável para empregadores e pouco atrativa para trabalhadores. Segundo ele, a população utiliza uma combinação de auxílio governamental e emprego informal. O candidato apontou que a maioria dos novos postos de trabalho para jovens ocorre via MEI, sendo este o caminho para empresário e trabalhador evitarem problemas com a Justiça do Trabalho.
Em contraste com essa visão, dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que o mercado de trabalho brasileiro acumulou 10,1 milhões de vínculos de emprego formal entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Nesse período, os vínculos cresceram 19,1%, passando de 52,8 milhões para 62,9 milhões, segundo a Rais.
O candidato, também empresário e cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL), defende que a flexibilização das regras trabalhistas aumentaria a oferta de empregos e salários, citando países asiáticos como exemplo de leis mais flexíveis. Ele considera a CLT uma lei dos anos quarenta e aponta a rigidez como empecilho à concorrência de empresas brasileiras.
Sobre o Bolsa Família, Santos disse que o Brasil está empobrecendo com o aumento de beneficiários. Ele propôs substituir o benefício gradualmente por frentes de trabalho, seguindo um modelo adotado nos Estados Unidos durante a crise de 1929.

