O motorista do candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad, depôs nesta segunda-feira (17) e manteve a versão de que policiais militares o abordaram em frente a um hotel na Vila Mariana. O relato descreve parada e ordem para deixar o local, embora a perícia aponte inconsistências com os horários das câmeras de segurança.
O motorista afirmou que a suposta perseguição ocorreu na noite do dia 11, após deixar o candidato em casa. Haddad havia relatado à imprensa que havia sofrido uma “abordagem fora do padrão” por policiais militares. Imagens de uma câmera de segurança mostram uma viatura da Polícia Militar passando por Haddad enquanto ele entra em sua residência.
Em depoimento, o motorista confirmou que dirigiu em direção ao hotel na rua Joinville por considerar o local seguro. Ele relatou que, em poucos minutos, policiais apontaram lanternas para dentro do veículo em duas ocasiões. Segundo o relato, a equipe parou na frente do carro, e um policial teria dito “vaza”, antes de o veículo deixar o local por volta das 22h26, conforme o mostrador da gravação.
A equipe de investigação identificou um ponto de divergência: o motorista disse ter deixado o local por volta das 23h09. Contudo, outras câmeras de segurança registraram o carro do motorista na Avenida 23 de Maio e na Radial Leste às 22h34. O motorista informou que não registrará boletim de ocorrência, mas enviará um comprovante das conversas com um assessor do candidato sobre o monitoramento.


