O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a exploração de petróleo na costa do Amapá nesta segunda-feira (17). Durante visita a navio da Petrobras na bacia da Foz do Amazonas, o presidente prometeu cuidado ambiental com a descoberta.
Lula classificou o petróleo encontrado como uma nova fonte de riqueza para o país. Ele afirmou que 87% do estado é reserva e 90% do território possui floresta praticamente intocada. O presidente disse que a descoberta seria um “passaporte para o futuro”, mas ressaltou que isso não anula a luta pela transição energética.
Apesar do apoio presidencial, a exploração da Margem Equatorial enfrenta questionamentos. O Ibama não autorizou perfurações de outros três poços previstos pela Petrobras na região, pedindo informações complementares à estatal. A companhia considera os poços necessários para avaliar a viabilidade comercial da área.
A perfuração do poço Morpho deve terminar em quinze a vinte dias, segundo a Petrobras. A licença de exploração foi dada pelo Ibama em outubro de 2025, após pressão do governo federal e de políticos do Amapá. A região abriga cerca de 12 mil indígenas de quatro etnias, que dependem dos recursos naturais.
O presidente Lula tratou o petróleo como questão de soberania nacional, afirmando que o Brasil não deve abrir mão de reservas enquanto houver demanda global por combustíveis fósseis. A Petrobras estima que o pré-sal, que hoje responde por cerca de 80% da produção brasileira, atingirá pico entre 2034 e 2035.


