O Exército registrou cinquenta membros para disputar as eleições de 2026. Os dados mostram um corte superior a cinquenta por cento na participação militar, com apenas cinco integrantes na ativa e quarenta e cinco na reserva.
O número de candidaturas representa um recuo significativo se comparado a 2022, quando a Força somou cento e sete nomes nas urnas. A queda também é acentuada ao se analisar o pleito de 2018, que registrou cento e quinze militares buscando cargos políticos.
A cúpula da Defesa interpreta esse resultado como progresso no plano de afastar a política dos quartéis. O ministro José Múcio Monteiro colocou essa pauta como prioridade durante sua gestão.
O comandante do Exército, general Tomás Paiva, afirmou que os militares devem focar no trabalho técnico após assumir o posto. Ele declarou que os profissionais precisam concentrar-se em suas atividades.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou aprovar uma regra para proibir o ingresso de tropas ativas na política. Contudo, o texto não avançou nas negociações com o Congresso.


