O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante ato de campanha em São Bernardo do Campo, no domingo, 17. O petista relembrou a decisão que restringiu sua ida ao funeral do irmão Genival Inácio da Silva, ocorrido em 2019.
Lula afirmou que a medida veio de um ministro indicado por ele ao STF. O presidente comparou o episódio atual com o tempo em que esteve preso durante a ditadura militar. Ele declarou que um delegado de polícia permitiu sua saída da cadeia para o enterro da mãe, Dona Lindu, em 1980.
Na época do funeral do irmão, em janeiro de 2019, Lula estava detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. A defesa do petista pediu autorização para viajar a São Bernardo do Campo. O pedido foi negado inicialmente e chegou ao STF, quando Toffoli presidia a Corte.
O ministro autorizou o deslocamento para encontro com familiares em unidade militar, mas impôs restrições. A decisão foi divulgada enquanto o sepultamento já acontecia. O presidente também mencionou que Toffoli havia pedido desculpas pelo caso em dezembro de 2022.


