A exigência de diploma como critério principal de contratação cede espaço ao hiring baseado em habilidades, que foca em competências técnicas e capacidade de execução. O movimento ocorre em um cenário de rápida transformação impulsionada pelo avanço tecnológico.
O Fórum Econômico Mundial (WEF) aponta que até o ano de dois mil trinta, dezenove% dos empregadores globais pretendem não exigir diploma nas seleções, o que corresponde a uma em cada cinco organizações. Essa tendência se manifesta mais em setores de inovação, dados e tecnologia, onde o conhecimento aplicado se renova constantemente.
Portfólios, certificações e projetos autorais passaram a complementar a avaliação de candidatos. Um profissional de marketing com casos mensuráveis ou um analista de dados com projetos documentados obtém vantagem em processos que priorizam competências práticas.
Polyana Macedo, gerente-executiva de RPO do ManpowerGroup Brasil, afirmou que o diploma deixa de ser um grande indicador de capacidade. Ela disse que essa mudança permite decisões de contratação mais alinhadas às demandas reais das funções e ao ritmo de transformação do mercado.
A análise de candidatos também se expande para além da formação acadêmica. As empresas passam a considerar vivências profissionais, trabalhos freelancers e cursos livres, oferecendo uma visão mais completa da trajetória do indivíduo, conforme reforçou Macedo.


