A varejista Marisa encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 68,4 milhões, em contraste com o lucro de R$ 2,1 milhões registrado em 2025. O principal fator de pressão foi o aumento da dívida líquida, que cresceu 42,4% no período.
A dívida líquida da companhia atingiu R$ 394,8 milhões ao final de junho, elevando a alavancagem de 0,8 vez para 1,4 vez. Essa alta foi atribuída à reorganização financeira, que incluiu a antecipação de pagamentos e a contratação de novos financiamentos.
O custo financeiro impactou o balanço, gerando um resultado negativo de R$ 106 milhões no trimestre, o que representa uma piora de 57,2% em comparação anual. Contudo, o EBITDA pré-IFRS 16 alcançou R$ 36,1 milhões, um avanço de 89,9% em um ano.
Em aspectos operacionais, a receita líquida consolidada somou R$ 386,2 milhões, com queda de 2,1%. As lojas abertas há mais de doze meses geraram R$ 379,4 milhões, apresentando crescimento de 3,2%. A empresa informou que o desempenho teria sido 5,3% superior sem o impacto da Copa do Mundo.


