O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Goiás (Icei Goiás) recuou em agosto e atingiu 42,3 pontos, o menor nível registrado no ano de 2026. O indicador, calculado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), caiu 1,6 ponto em relação aos 43,9 pontos de julho.
O resultado coloca o indicador com oito meses seguidos abaixo da marca de 50 pontos, que define a fronteira entre confiança e falta de confiança no setor. A principal influência na queda foi o Indicador de Expectativas, que diminuiu 2,4 pontos, chegando a 43,8, o menor valor para esse componente no ano.
O assessor econômico da Fieg, Cláudio Henrique Oliveira, explicou que a deterioração atingiu mais intensamente a percepção futura. Ele afirmou que, enquanto antes as expectativas amenizavam a visão sobre o presente, em agosto esse fator enfraqueceu, mostrando que a cautela alcança as projeções.
Apesar da queda geral, a indústria da construção em Goiás apresentou avanço. Seu Icei subiu para 48,5 pontos, aproximando-se da linha de neutralidade. Esse movimento foi impulsionado pelo Indicador de Condições Atuais, que alcançou 49,4 pontos, ficando a apenas 0,6 ponto do patamar de 50.
Em nível nacional, a indústria brasileira recuperou 1,9 ponto, chegando a 46,3. Contudo, o setor industrial do país completa vinte meses consecutivos abaixo da linha de confiança, diferentemente do cenário goiano em agosto.

