Um estudo publicado nesta terça-feira aponta que o aquecimento global expõe pessoas idosas a níveis de temperatura mais perigosos do que se previa para as próximas décadas. Os resultados, baseados em modelos da Universidade Stanford, alertam para a subestimação dos riscos para esse grupo.
Os especialistas buscaram medir a exposição de idosos a temperaturas intoleráveis até o ano 2100. Pesquisas anteriores, segundo os autores, utilizavam dados desatualizados, o que gerou uma avaliação incompleta sobre os perigos climáticos.
O indicador crucial analisado é a temperatura de bulbo úmido, que considera o calor e o grau de umidade. Estudos recentes com idosos mostram que os riscos para esse grupo foram subestimados em comparação com pessoas jovens e saudáveis.
Ao integrar esse novo conhecimento e considerar o envelhecimento populacional, os autores concluíram que o calor intolerável afetará um número maior de pessoas e por períodos mais longos. Modelos indicam que, se o aquecimento atingir 1,5 °C até 2100, 22% das pessoas com mais de 60 anos enfrentarão calor perigoso por mais de um mês anualmente.
Os autores enfatizaram que países com pouca capacidade de proteger a população do calor são os mais vulneráveis. Eles defenderam ações para facilitar o acesso a recursos como ar-condicionado e para reduzir as emissões de carbono.


