O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a política monetária brasileira foca em um patamar contracionista, e não em impulsionar o crescimento via consumo. Em conferência realizada em São Paulo, ele apontou que a economia enfrenta pressão de demanda contínua.
Galípolo declarou que o Banco Central não está direcionando a taxa de juros para colaborar com um crescimento baseado em maior consumo. A instituição busca estabelecer um nível restritivo, visto que o país se encontra em situação de pleno emprego, com demanda superior à oferta. Assim, o mandato da política monetária é reequilibrar esses fatores, explicou o presidente.
O dirigente sugeriu que o foco do debate econômico deve mudar para o aumento da produtividade nacional. Ele ponderou que é necessário discutir como viabilizar investimentos de longo prazo, que podem alterar a produtividade do país, tornando os juros mais atrativos para esses projetos.
A autarquia reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual em sua última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), levando os juros a 14% ao ano. Além disso, Galípolo abordou a consolidação do Pix como patrimônio brasileiro e alertou sobre os desafios regulatórios impostos por infraestruturas paralelas ao sistema financeiro tradicional.


