A Suprema Corte negou na segunda-feira um pedido de revisão do ex-presidente Donald Trump referente a um caso civil de 2023. O processo o responsabilizou por abuso sexual e difamação contra a escritora E. Jean Carroll. A decisão encerra a possibilidade de contestação judicial do veredito.
A disputa legal entre o ex-presidente e Carroll começou em dois mil dezenove, após a escritora alegar ter sido agredida em um provador de loja em Nova York na década de noventa. O caso gerou dois julgamentos distintos. Em uma ação movida sob a Lei de Sobreviventes Adultos de Nova York, em dois mil e vinte e dois, um júri concedeu a Carroll cerca de 5 milhões de dólares em indenização pelo abuso sexual e difamação.
Trump havia solicitado a revisão dessa decisão, mas a Corte a negou em junho. O pedido de nova análise, apresentado na segunda-feira, foi indeferido sem comentários. Raramente a Suprema Corte concede novas sessões de julgamento, exigindo circunstâncias intervenientes de efeito substancial ou controlador.
A equipe jurídica de Carroll afirmou que o veredito do júri, que considerou Trump culpado por abuso sexual e difamação, é agora definitivo. Anteriormente, a equipe da escritora também moveu uma ação por difamação em dois mil e dezenove, resultando em uma condenação de 83,3 milhões de dólares em dois mil e vinte e quatro, cuja revisão também estava sendo solicitada.

