Sete por cento das unidades educacionais de Goiânia tiveram dificuldade para manter o mínimo de setenta por cento dos servidores administrativos em atividade na segunda-feira, dia 17. A Secretaria Municipal de Educação (SME) divulgou a informação, dizendo que espera normalizar o atendimento a partir de terça-feira, dia 18.
A dificuldade ocorreu porque alguns servidores desconheciam a decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que exigiu a manutenção de pelo menos setenta por cento do quadro administrativo durante a paralisação. Para monitorar o cumprimento, a SME enviou formulários às escolas e aos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), e as diretorias foram orientadas a enviar folhas de ponto às coordenações regionais.
A paralisação foca nos servidores administrativos, enquanto os professores continuam trabalhando, segundo a secretária municipal de Educação, Giselle Faria. A gestão municipal busca evitar que o movimento prejudique o atendimento de estudantes e famílias que dependem das escolas e Cmeis.
A decisão judicial, proferida na sexta-feira, prevê multa de R$ 5 mil a R$ 100 mil para o sindicato em caso de descumprimento, explicou o chefe da Advocacia Setorial da SME, Kaio Igor. A greve ocorre em meio a pedidos de reajuste salarial e mudanças no plano de carreira.
Giselle Faria afirmou que negociações sobre o reajuste continuam, mas o impacto financeiro é um impasse. Ela declarou que a Prefeitura está próxima do teto de gastos com pessoal, com a Educação representando parcela significativa desses custos. Uma nova audiência de conciliação está marcada para quarta-feira, dia 19, no TJ-GO.

