Uma petição online mobiliza moradores para que a Prefeitura do Rio compre a sede dos Correios, localizada na Rua Primeiro de Março, no Centro da cidade. O imóvel, erguido em 1878, seria destinado a funções públicas após o fracasso de um leilão.
A iniciativa propõe que o município utilize o edifício para concentrar secretarias e órgãos municipais que atualmente ocupam imóveis alugados. Entre as estruturas citadas estão a CET-Rio, Riotur, Rio-Urbe, IplanRio e MultiRio, além de pastas de turismo, transportes, conservação, esportes e cidadania.
A defesa da compra visa diminuir despesas com aluguéis e assegurar a manutenção do prédio histórico, que fica próximo ao Paço Imperial e à Igreja da Candelária. O imóvel possui cinco pavimentos e cerca de 9.060 metros quadrados de área construída, conforme projeto do engenheiro e arquiteto Antônio de Paula Freitas.
O prédio foi colocado à venda pelos Correios como parte de reestruturação financeira. O lance inicial foi de aproximadamente R$ 53,6 milhões, mas o edital prevê novas tentativas com redução do valor, podendo chegar a R$ 47,7 milhões na terceira etapa.
Uma avaliação anterior de Sergio Castro Imóveis indicava que o valor de mercado não passaria de R$ 40 milhões, considerando as limitações históricas da construção. Os Correios buscam reorganizar seu patrimônio diante do desequilíbrio financeiro da estatal.


