O mercado livre de energia no Brasil avança com a regulamentação que ampliará a escolha de fornecedores para consumidores. Um decreto federal permite que estabelecimentos comerciais e industriais escolham prestadores a partir de 2027. Para residências, a mudança está prevista para 2028.
A alteração configura transformação estrutural no setor elétrico, que antes se baseava na localização do consumidor. Gilson Paulillo, diretor comercial da Pagar, disse que a abertura deve elevar a concorrência e centralizar o consumidor na relação com as empresas de energia.
Paulillo comparou o avanço ao setor de telecomunicações, onde a escolha entre operadoras se tornou comum. O processo de expansão é gradual, visto que grandes consumidores já acessam o mercado livre. Para o executivo, o início com grandes usuários permitiu que o setor ganhasse experiência sobre a liberdade de contratação.
A mudança exige que os fornecedores adaptem o relacionamento com clientes, migrando de uma abordagem operacional para ofertas mais personalizadas. Paulillo afirmou que o consumidor passa a ser um catalisador importante neste novo cenário.
Apesar da regulamentação, a migração ainda depende de definição de regras específicas. Pontos como regras contratuais, segurança do fornecimento e equilíbrio econômico-financeiro precisam ser estruturados antes da plena implementação do modelo.


