O mercado brasileiro de condomínios logísticos e industriais manteve ritmo aquecido no segundo trimestre de 2026. A absorção líquida, que mede a expansão da área ocupada, atingiu 950 mil m². São Paulo concentrou quase metade desse volume, totalizando 46% da absorção trimestral.
O levantamento inédito da Newmark aponta que o volume acumulado no primeiro semestre, sem contar pré-locações, alcançou 1,95 milhão de m². Regionalmente, além de São Paulo, Santa Catarina registrou 11% da absorção, assim como Pernambuco e Minas Gerais, que somaram 11% e 9%, respectivamente.
No estado de São Paulo, o movimento concentrou-se em Guarulhos, Barueri e no eixo ABCDM, aproveitando os corredores de distribuição da Região Metropolitana. Santa Catarina teve expansão em Itajaí, Navegantes e Araquari, enquanto Minas Gerais cresceu em Extrema, Contagem e Betim.
A demanda por espaço reflete a atuação de grandes empresas de distribuição. Apenas o Mercado Livre foi responsável por cerca de 137 mil m² de novas ocupações em três estados. A Shopee somou aproximadamente 133 mil m² distribuídos entre São Paulo, Pernambuco e Minas.


