A potencial tributação das letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) elevará o custo de captação bancária. Líderes do setor alertam que isso repassará aumento ao tomador de financiamento, esfriando o crédito imobiliário.
Romero Albuquerque, diretor de Crédito Imobiliário do Bradesco, afirmou que a tributação forçará investidores a exigir maior remuneração. Ele projetou que o custo do crédito imobiliário terá um incremento inevitável, pois hoje a LCI possui custo abaixo da Selic por não ser tributada.
Paulo Duailibi, diretor de Negócios Imobiliários do Santander, concordou com a preocupação. Ele disse que é crucial manter a isenção, já que as LCIs cresceram e hoje representam cerca de vinte por cento do financiamento do setor, superando a marca de R$ 500 bilhões.
O executivo do Santander também defendeu a necessidade de reequilíbrio das contas públicas para reduzir os juros e o custo de captação. Duailibi comentou que a poupança tem participação menor no financiamento e que o crescimento depende de redução estrutural da Selic.
Em julho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, mencionou que o governo voltaria a estudar o fim da isenção das LCIs e LCAs caso o presidente Lula fosse reeleito, proposta feita por ele e pelo antecessor na pasta.

