O diferencial de preços do diesel nos Estados Unidos atingiu o patamar de cento e dois dólares por barril em dezessete de agosto de dois mil e vinte e seis. O índice, que mede a lucratividade do refino, ultrapassou a marca anterior, sinalizando uma possível elevação nos custos de produtos finais.
O indicador, que calcula a diferença entre o preço futuro do diesel e o do petróleo bruto West Texas Intermediate, registrou um pico intradia de 102,20 dólares por barril na segunda-feira. Analistas apontam que a pressão no mercado global de petróleo se manifesta no diferencial de preços, e não no petróleo bruto em si, segundo o analista da Jefferies, Sam Burwell.
O custo do diesel afeta diretamente a cadeia de suprimentos. O economista chefe da RSM, Joe Brusuelas, calculou que os custos de transporte por caminhão se correlacionam com os preços do diesel, explicando quarenta e seis por cento da variação no índice de preços ao produtor para esse setor. Ele alertou para novos aumentos de preços em itens de supermercado no final do ano.
Apesar do recorde no refino, o Índice de Preços ao Consumidor do BLS, referente a julho de dois mil e vinte e seis, mostrou que os preços de alimentos preparados em casa subiram dois vírgula sete por cento nos últimos doze meses. No entanto, o custo do combustível para o setor de alimentos já pressiona pequenos negócios, como o dono de food trucks, que viu seus gastos com combustível aumentar significativamente.

