Uma grande quantidade de espuma voltou a cobrir o Rio Tietê, em Salto, no interior de São Paulo, neste domingo, dia dezesseis. Imagens de drone mostraram uma camada branca extensa sobre a água, principalmente na região do Complexo da Cachoeira. O fenômeno é causado pela carga de poluição que atinge o trecho do rio.
A Prefeitura de Salto afirmou que a formação da espuma está ligada à poluição que chega ao Tietê, oriunda da Região Metropolitana de São Paulo. Materiais como resíduos de detergentes e matéria orgânica sem tratamento adequado atuam como surfactantes, facilitando a formação da espuma quando a água se move.
A turbulência criada pelas corredeiras e quedas d’água em Salto intensifica o contato da água com o ar, favorecendo o acúmulo do material. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) já havia apontado, em episódio similar ocorrido em julho, que a vazão e a movimentação da água contribuem para esse processo, mantendo o monitoramento do Tietê.
O problema não é isolado. Registros anteriores mostram que a espuma aparece quando há menor volume de água e maior concentração de poluentes. A SOS Mata Atlântica explica que a ocorrência reflete o acúmulo de resíduos ao longo da bacia, sobretudo na região metropolitana.
Para especialistas, a solução definitiva exige ampliação da coleta e do tratamento de esgoto. O Tietê percorre mais de mil quilômetros no estado, e a recuperação depende de ações coordenadas em toda a bacia hidrográfica.


