Autoridades governamentais russas afirmam que a economia do país permanece forte apesar da pressão internacional após a invasão da Ucrânia em 2022. A declaração contrasta com a demissão de um economista de destaque que alertava para uma iminente crise social.
O ex-vice-ministro da Economia, Andrei Klepach, foi afastado após divulgar um relatório prevendo dificuldades em uma guerra prolongada contra a Ucrânia. Klepach, que atuava no banco estatal de desenvolvimento VEB, declarou em maio que o país não entraria em colapso econômico, mas apontou para o aumento do atraso e o risco de uma crise social.
A demissão do especialista parece reforçar a postura do Kremlin contra críticas públicas ao conflito militar. Em outro pronunciamento, a Embaixada da Rússia no Reino Unido afirmou que a posição fiscal russa é mais forte que a de várias economias ocidentais. A representação diplomática citou que a dívida pública externa é consideravelmente menor que a de Estados Unidos, Reino Unido, Itália ou França.
Analistas externos acompanharam a notícia. Um economista sueco, Anders Aslund, disse que a demissão não foi surpresa, pois Klepach havia concluído que a Rússia não venceria uma guerra de desgaste. Outro pesquisador, Nigel Gould-Davies, classificou Klepach como um economista competente, afirmando que as melhores mentes russas são as mais preocupadas.


