A Amazon e a Oracle registraram em seus últimos balanços que os investimentos em infraestrutura de Inteligência Artificial estão consumindo caixa mais rapidamente do que a geração de receita. As empresas, comparadas a Microsoft e Alphabet, apresentam maior exposição a esses custos operacionais.
A Oracle registrou, em seu quarto trimestre do ano fiscal de 2026, um crescimento de 93% na divisão de infraestrutura de nuvem. O valor de pedidos pendentes (RPO) alcançou 638 bilhões de dólares, um aumento de 363%. Contudo, os gastos de capital (CapEx) no ano fiscal de 2026 atingiram 55,66 bilhões de dólares, enquanto o fluxo de caixa operacional foi de apenas 31,98 bilhões de dólares, resultando em um fluxo de caixa livre negativo de 23,69 bilhões de dólares.
Hilary Maxson, diretora financeira da Oracle, informou a analistas que a empresa espera um desembolso líquido de caixa para despesas de capital de cerca de 70 bilhões de dólares no ano fiscal de 2027. Esse valor deve ser financiado por aproximadamente 40 bilhões de dólares em dívida e capital próprio. A dívida não circulante já subiu para 124,7 bilhões de dólares.
A Amazon viu sua divisão AWS crescer 36,7% em um ano, atingindo 42,2 bilhões de dólares, com um backlog de 496 bilhões de dólares. No entanto, os gastos de capital apenas no segundo trimestre de 2026 somaram 54,21 bilhões de dólares, levando o fluxo de caixa livre do primeiro semestre de 2026 a um saldo negativo de 27 bilhões de dólares. Andy Jassy declarou que a empresa gastará muito em CapEx e enfrentará dificuldades de fluxo de caixa livre até que os data centers estejam operacionais.
Enquanto isso, a Microsoft gerou 67,99 bilhões de dólares em fluxo de caixa livre no ano fiscal de 2026, mesmo com 115,95 bilhões de dólares em CapEx. A Alphabet teve um fluxo de caixa livre de -5,86 bilhões de dólares no segundo trimestre, mas foi amparada pela receita de publicidade do mecanismo de busca.


