Kevin Lamour deixou o cargo de diretor de operações da Fifa na segunda-feira, dia 17 de agosto de 2026. A saída se deu após o diretor criticar publicamente o plano de Gianni Infantino, que envolvia a venda de participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e outros torneios da federação.
Um porta-voz da federação confirmou a desvinculação, agradecendo os dois anos de serviço de Lamour e declarando que não haveria mais comentários sobre o tema. Lamour, que ingressou no grupo de liderança sênior da Fifa em novembro de dois mil e vinte e quatro, havia criticado o projeto que previa a criação de uma subsidiária avaliada em 20 bilhões de dólares.
O plano de Infantino estimava a venda de até 20% das ações a investidores de capital privado, visando arrecadar 4,2 bilhões de dólares. Lamour afirmou que os funcionários da Fifa foram enganados sobre o projeto, classificando-o como iniciativa de “uma só pessoa”. As críticas surgiram após a demissão de Carlos Cordeiro, assessor de Infantino, que protestou contra a proposta.
A reação negativa continuou, com Lamour declarando que a missão da organização é servir ao futebol, e não a interesses pessoais. A UEFA, a AFC e a CONCACAF se opõem a Infantino, solicitando uma revisão independente da conduta do presidente suíço de 56 anos. A organização de direitos humanos FairSquare também escreveu ao Comitê de Governança, Auditoria e Conformidade (GACC) da Fifa, pedindo que ele fosse declarado inelegível para um quarto mandato.


