A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu inquérito para apurar a responsabilidade de administradores da Oncoclínicas. A investigação foca na aplicação de R$ 1,5 bilhão em títulos do Banco Master. O caso, iniciado em junho, pode gerar sanções administrativas à empresa.
Os recursos investigados vieram de um aumento de capital da companhia realizado em 2024. Na operação, a Oncoclínicas levantou o montante, sendo R$ 1 bilhão aportado por fundos ligados ao Banco Master e R$ 500 milhões pelo então presidente da empresa, Bruno Ferrari.
Após a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, em novembro de 2025, a Oncoclínicas registrou R$ 430,9 milhões relacionados à exposição à instituição financeira em suas demonstrações de 2025. Em janeiro deste ano, a empresa já havia prestado esclarecimentos à CVM e à B3 sobre essa exposição.
A Oncoclínicas também passa por reestruturação financeira. A Justiça de São Paulo deferiu o processamento da recuperação extrajudicial em início de agosto. O plano envolve aproximadamente R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias e suspendeu ações e execuções por 180 dias.

