Scott Bessent, atual Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, administra uma dívida federal estimada em 39,91 trilhões de dólares. O gestor, cuja carreira inclui atuações no fundo de George Soros, enfrenta o desafio de gerir o endividamento americano em um cenário de taxas de juros elevadas.
Bessent ingressou no fundo de Soros em 1991. Naquela época, ele ajudou a montar uma posição vendida contra a libra esterlina, o que culminou no evento conhecido como Black Wednesday, em setembro de 1992. Essa operação gerou mais de um bilhão de dólares para o fundo. Após deixar Soros, ele atuou em outras gestoras e retornou ao fundo em 2011.
Atualmente, o governo carrega uma dívida projetada para passar de 50 trilhões de dólares antes de 2030. Os rendimentos do título do Tesouro de dez anos atingiram 4,72% em 17 de agosto de 2026, enquanto o de trinta anos alcançou 5,31%. O Escritório de Orçamento do Congresso reportou que os juros líquidos da dívida pública somaram 963 bilhões de dólares entre outubro de 2025 e julho de 2026.
Em julho de 2026, o Tesouro dos EUA participou de uma intervenção conjunta com autoridades japonesas para comprar ienes. A ação visou proteger as taxas de longo prazo, permitindo que o Japão vendesse menos títulos americanos. Especialistas apontam que a intervenção não reverteu a tendência de enfraquecimento do dólar, e que o problema estrutural da política fiscal persiste.


