O Paysandu enfrentou dificuldades defensivas nas últimas rodadas da primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro. A goleada por quatro a zero da Ferroviária, em Araraquara, evidenciou a fragilidade do sistema defensivo do time.
Com dezessete jogos, o Paysandu sofreu vinte e seis gols, número inferior apenas aos vinte e nove do Maringá, atual décimo primeiro colocado. Entre os oito primeiros, o clube registrou o maior número de gols sofridos e possui saldo negativo de um gol. A defesa, contudo, não apresenta falhas isoladas.
O desempenho coletivo tem deixado a última linha vulnerável, sobretudo quando o time perde o controle do meio-campo. Jogadores como Caio Mello, Marcinho e Pedro Henrique enfrentam problemas físicos ou sobrecarga. Nos confrontos recentes, pontas como Thalyson e Lucas Cardoso não contribuíram na recomposição defensiva, priorizando passes para trás.
O desgaste físico do elenco também pesa na reta final da competição. O clube acumula problemas físicos, e as recentes contratações não trouxeram o reforço esperado para a competitividade. O meia-atacante Pablo Ancântra, por exemplo, alternou titularidade e substituições sem manter o impacto inicial.
Desfalques também complicam o cenário. Kleiton Pego pediu para não ser relacionado devido a problemas pessoais, e Juninho, após torcer o joelho, deve se afastar da fase classificatória. O Paysandu tem dois jogos restantes para tentar mudar sua posição na tabela, somando vinte e seis pontos.


