Donald Trump afirmou que os Estados Unidos bombardeariam Omã caso o país atrapalhasse negociações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu após o ex-presidente repetir a ameaça no Salão Oval, alegando que Omã não estava agindo corretamente.
Omã é aliado dos EUA e possui portos usados pela Marinha americana como base no Oriente Médio, em frente ao Irã. Além disso, o governo americano utiliza o país para manter o chamado Canal de Mascate, um ponto de contato diplomático entre Washington e Teerã desde 2011.
O embaixador americano em Omã entre 2016 e 2019, Marc Sievers, interpretou a ameaça como uma tentativa de chamar a atenção do país, e não como um ato de guerra. Ele explicou que a Casa Branca desejava que Omã deixasse Washington conduzir sozinha a abertura do estreito.
O prazo de sessenta dias para um acordo entre Washington e Teerã expirou sem avanço na segunda-feira. O tráfego pelo Ormuz, rota de cerca de um quinto do petróleo e gás consumidos globalmente antes da guerra, foi interrompido. Um cargueiro foi atingido por um projétil na passagem na terça-feira, causando uma morte a bordo.
Sievers também disse não conseguir imaginar o Comando Central americano planejando ataques contra alvos omanienses, sugerindo que Omã pode ter perdido apoio dos EUA. A ameaça, segundo o diplomata, não é crível, mas o impacto gerado é real.


