O presidente libanês viajará a Roma esta semana para debater o futuro da força de manutenção de paz das Nações Unidas no sul do Líbano, cujo mandato termina neste ano. A visita ocorre após Itália e França proporem uma coalizão multinacional para substituir a Unifil.
O presidente Joseph Aoun se reunirá com o presidente Sergio Mattarella e com a primeira-ministra Giorgia Meloni para discutir a iniciativa franco-italiana de criar uma força que substitua a Unifil. Um funcionário libanês, que pediu anonimato, informou que Aoun também visitará o Vaticano para falar com o papa Leão XIV sobre os contatos libaneses com Israel.
As negociações diretas entre Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos, começaram após o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacar Israel em março. Roma sediou as duas últimas rodadas de diálogo.
A opção preferida pelo Líbano é a prorrogação do mandato da Unifil, mas Israel se opõe a essa medida. Em outra possibilidade, Aoun afirmou que a segunda opção é adotar uma fórmula que assegure a continuidade da presença de forças internacionais no sul, em coordenação com o exército libanês.
Um acordo firmado em junho entre Israel e Líbano prevê o desarmamento do Hezbollah, a retirada gradual de tropas israelenses da região sul e a mobilização do exército libanês em zonas piloto.


