A Petrobras descobriu petróleo na Foz do Amazonas, no Amapá. O achado pode alterar o panorama energético brasileiro. Economista André Mirsky afirmou que a dimensão e o potencial da jazida dependem de novas explorações.
Segundo Mirsky, o próximo passo envolve novas perfurações e a abertura de poços para determinar se se trata de um novo pré-sal. O especialista ressalta que é preciso verificar a qualidade do petróleo e sua viabilidade comercial, desde a exploração até a venda.
Para isso, a Petrobras planeja investir cerca de 7,5 bilhões de dólares nos próximos quatro anos, conforme o consultor. Mirsky explica que a exploração da margem equatorial faz parte de um movimento global de reposição de reservas, permitindo à estatal financiar novas buscas.
Caso a reserva seja grande e comercialmente viável, o impacto econômico no Amapá pode ser significativo. O especialista citou investimentos em infraestrutura, logística e royalties. Contudo, a proximidade com a Amazônia gera atenção ambiental, e o Ibama tem adotado postura rigorosa no licenciamento.

