A Petrobras confirmou a descoberta de óleo no poço Morpho, localizado em águas profundas do Amapá. A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que o achado pode ser crucial para recompor as reservas petrolíferas do Brasil quando a produção do pré-sal diminuir.
A executiva declarou em coletiva de imprensa no Oiapoque que os resultados confirmam o potencial petrolífero da Margem Equatorial. Contudo, a estatal ainda não divulgou o volume encontrado nem se a descoberta terá viabilidade comercial. A importância estratégica do achado reside na necessidade de encontrar novas reservas para compensar a queda de produção das áreas atuais, das quais cerca de 80% do petróleo brasileiro provém.
Magda Chambriard detalhou que o poço foi perfurado desde 20 de outubro do ano passado, com um custo diário de aproximadamente US$ 1 milhão, totalizando cerca de US$ 300 milhões até o momento. A diretora executiva de Exploração e Produção, Sylvia dos Anjos, informou que faltam cerca de mil metros para a conclusão da perfuração, que seguirá o planejamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A companhia também investiu cerca de R$ 150 milhões em estrutura de proteção ambiental na campanha do Amapá. Clarice Coppetti, diretora executiva de Assuntos Corporativos, explicou que esse complexo inclui centros de recuperação de fauna e outras estruturas de defesa ambiental. A presidente da Petrobras classificou o plano de medidas como o maior plano de emergência individual estruturado para perfuração em águas profundas.

