Menopausa, obesidade e lipedema são quadros de saúde distintos que podem alterar a distribuição de gordura e a composição corporal feminina. A diferenciação entre eles é crucial, visto que cada condição possui riscos e necessidades terapêuticas próprias.
Segundo o médico André Magalhães de Sá, a análise corporal deve ultrapassar o número registrado na balança. Ele explica que a transição menopausal traz mudanças silenciosas, como aumento da barriga e dificuldade em ganhar massa muscular, mesmo sem grande alteração no peso. A perimenopausa é definida como um período de desorganização hormonal, marcado pela irregularidade da função ovariana.
Com o esgotamento da função ovariana, a menopausa causa redução sustentada de estradiol e progesterona. Essa queda hormonal pode favorecer o acúmulo de gordura abdominal e visceral. O médico acrescenta que, além do ganho de peso, mulheres nessa fase enfrentam mudanças na composição corporal, aumentando o risco de diabetes e doenças cardiovasculares.
O lipedema é um quadro frequentemente confundido com excesso de peso, caracterizado pelo acúmulo desproporcional de gordura nas pernas, muitas vezes acompanhado de dor. O especialista detalha que um sinal chave é a desproporção entre o tronco e os membros inferiores. Contudo, ele alerta que o diagnóstico exige avaliação clínica completa, pois lipedema e obesidade podem ocorrer simultaneamente.
O acompanhamento deve ser individualizado, considerando o perfil de cada paciente. A medicina personalizada busca identificar o que ocorre com a mulher para aplicar intervenções específicas, como ajuste metabólico e fortalecimento muscular, permitindo que ela tenha um plano de tratamento adequado.

