A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, atingindo cerca de US$ 31,9 trilhões. Segundo análise da Charles Schwab, o dado indica uma mudança estrutural nas contas americanas, reduzindo a margem de manobra do governo diante de futuras crises.
O aumento do endividamento deixou de ser um fenômeno ligado apenas a guerras ou recessões. A Schwab observa que os Estados Unidos registram déficits próximos de 6% do PIB mesmo com a economia resiliente. Esse cenário transforma o endividamento em uma situação estrutural, onde os gastos superam a arrecadação fora de períodos de crise.
O custo para financiar essa dívida também cresceu. Entre 2024 e 2026, os juros da dívida federal alcançaram uma média anualizada de aproximadamente US$ 1,21 trilhão. O Congressional Budget Office (CBO) prevê que os pagamentos de juros somarão cerca de US$ 16 trilhões entre 2026 e 2035.
A pressão fiscal se intensifica com o envelhecimento da população, o que eleva despesas em programas como Social Security e Medicare, sem que a arrecadação acompanhe o ritmo dos gastos. A avaliação da Schwab foca que o risco reside na capacidade de resposta do país a choques, pois o endividamento elevado diminui o espaço fiscal disponível.

