O ex-ministro da Defesa ucraniano, Fedorov, pediu a realização de eleições, mesmo com a guerra em andamento. Ele afirmou que a democracia ucraniana não deve ser refém da Rússia. Fedorov busca um mecanismo legal para restaurar o processo democrático do país.
Fedorov questionou como o Estado deve funcionar se o conflito perdurar por anos. Ele alertou que a Rússia não pode obter o direito de decidir quando os ucranianos poderão eleger seu governo. Segundo o ex-ministro, a democracia não pode ser refém da Rússia.
O ex-ministro também advertiu que é perigoso quando a sociedade prioriza a lealdade pessoal ao sistema em vez da competência ou dos resultados de um indivíduo. Este posicionamento ocorreu após o presidente Volodymyr Zelenskyj apresentar uma proposta ao parlamento para nomear Jevhen Chmara, chefe de inteligência, como ministro da Defesa.
Fedorov, que assumiu o cargo em julho, defendeu a transparência em compras militares e propôs o uso de drones em vez de pessoal. Antes da mudança ministerial, Zelenskyj explicou aos parlamentares que pretendia trocar Fedorov devido a disputas constitucionais com o comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyj.
Após protestos em Kiev, Zelenskyj afastou Syrskyj e ofereceu a Fedorov diversas funções no novo governo, incluindo vice-presidente. Fedorov recusou, dizendo que só aceitaria o retorno à Defesa para combater a corrupção e avançar na transformação militar.

