Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, mantinha um grupo de WhatsApp com dois servidores do Banco Central. A troca de informações visava articular estratégias para salvar a instituição financeira, segundo a Polícia Federal. As mensagens foram encontradas no celular do banqueiro.
A investigação da Polícia Federal revelou que Vorcaro integrava o grupo “Master” com Belline Santana, então chefe do Departamento de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, chefe-adjunto do setor. Os três investigados combinavam táticas de pressão e trocavam documentos para impedir a liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro de dois mil e vinte e cinco.
A análise das conversas apontou a prática de “jogo duplo” por parte de Santana e Neves de Souza no Banco Central. Enquanto atendiam aos interesses de Vorcaro, os servidores tramitavam denúncias que embasaram as investigações policiais. O Banco Central afastou os dois servidores em janeiro deste ano, e autoridades suspeitam de vantagens financeiras.
O grupo foi criado por Santana em dois de outubro de dois mil e vinte e cinco, quarenta e sete dias antes da liquidação do Master. Mensagens mostram que os servidores orientavam Vorcaro sobre movimentações financeiras e pleitos junto a outras instituições. Em cinco de novembro, Vorcaro pediu ajuda com a Mastercard, alegando que só resolveria com intervenção do Banco Central.


