A Braskem planeja apresentar um pedido de recuperação extrajudicial na próxima semana. O movimento visa reestruturar uma dívida total de US$ 10,3 bilhões. A companhia conta com 90 dias para desenvolver o plano, após a suspensão de execuções de credores.
A empresa obteve tutela cautelar por sessenta dias na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital de São Paulo, que suspendeu as ações dos credores. Contudo, esse prazo termina no dia 24 de agosto. O plano de recuperação extrajudicial exige o aval de um terço dos credores.
Segundo fontes, a recuperação não envolverá a venda de ativos no momento, pois tal operação exigiria contratação de assessores financeiros e realização de rodadas de apresentação. As negociações com bancos e detentores de títulos, informou o diretor financeiro e de relações com investidores, Carlos Brandão, que estão ocorrendo de maneira positiva.
A entrada da IG4 Capital como acionista no segundo trimestre dividiu a gestão com a Petrobras. O presidente da Braskem, Hélcio Tokeshi, declarou que o novo controle iniciou uma nova fase, visando bases financeiras sólidas para gerar valor constante.
Em outro movimento, a Braskem Idesa, uma joint venture com o conglomerado mexicano, protocolou pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. A ação, amparada pelo Capítulo 11, busca reduzir a dívida de US$ 2,5 bilhões para US$ 1,6 bilhões, após acordo com seus grupos de interesse.

