As exportações de alimentos para cães e gatos no Brasil podem dobrar nos próximos cinco anos, segundo projeções do Petfood Forum Brasil. Atualmente em cerca de 100 mil toneladas anuais, o setor busca consolidar posição de destaque na América do Sul.
A força da cadeia produtiva e o avanço tecnológico da indústria brasileira apoiam essa expectativa. Ivan Franco, consultor de mercado e fundador da Triplethree International Market Research, afirmou que o investimento das empresas reflete uma mudança estrutural no setor. O especialista destacou que a indústria nacional possui baixa dependência de matéria-prima importada, fator que aumenta a competitividade internacional do país.
O Brasil já figura como o segundo maior produtor mundial de pet food e possui mais de 166 milhões de animais de estimação, o que sustenta o crescimento externo. Contudo, a alta carga tributária representa um obstáculo. Em alguns casos, os impostos sobre o produto chegam a 51%, enquanto nos Estados Unidos e na União Europeia variam entre 8% e 18%.
Empresas brasileiras já exploram novas tendências. A Adimax, fabricante nacional, mencionou que 100% dos produtos da linha Fórmula Natural são feitos com conservação natural e sem transgênicos. Já a Buddy Nutrition foca em suplementos mastigáveis, com o diretor comercial Bruno Menin dizendo que os itens alcançaram 98% de aceitação entre cães.
Para alcançar a liderança sul-americana, especialistas apontam a necessidade de reduzir o Custo Brasil e ampliar acordos comerciais. A diversificação geográfica das exportações, que já ocorre para Chile, Colômbia e Uruguai, é vista como estratégica para o fornecedor global.

