Fundos multimercado macro estão reduzindo a exposição a ativos brasileiros. O movimento ocorre em meio a resgates líquidos de R$ 8,8 bilhões registrados de janeiro a julho. A análise da XP indica que a aposta em economia local caiu abaixo da média histórica.
Os multimercados macro avaliam cenários de juros, câmbio e bolsa para montar posições. Essa movimentação serve como termômetro do apetite dos gestores por ativos locais. O indicador Kit Brasil, elaborado pela XP, registrou desvio padrão abaixo da média em janelas de 45 dias úteis.
Na leitura de janela mais curta, os fundos mantêm compras no S&P 500 e no Ibovespa, mas vendem dólar contra o real. Já na janela de 90 dias úteis, aparecem compras em IRF-M, índice de títulos públicos prefixados, e vendas em petróleo.
A subclasse registrou resgates líquidos de R$ 8,8 bilhões entre janeiro e julho. O patrimônio líquido da categoria fechou julho em R$ 97,1 bilhões, menor que os R$ 114,9 bilhões registrados em janeiro de 2025.
O diretor da Anbima, Pedro Rudge, associou o comportamento do investidor à aversão ao risco, influenciada pela questão fiscal e pelas eleições. Até 12 de agosto, os fundos da amostra da XP acumulam alta de 5,18%, rendendo 61% do CDI.

