A Assembleia Educativa de Catalunha (AEC) passou a liderar mobilizações contra a Generalitat, após a rejeição de um pré-acordo educacional por 65% dos professores em consulta realizada no início de junho. Os sindicatos majoritários, que conduziam a contestação, foram questionados pelo movimento emergente.
O desfecho da votação marcou uma mudança no conflito entre docentes e o governo catalão. As assembleias ganharam destaque, passando a coordenar as manifestações e relegando as bandeiras e cartazes sindicais a um segundo plano.
A AEC definiu a pauta das novas greves, anunciando que haverá paralisação no primeiro dia de aulas, dia oito de setembro. O surgimento deste movimento ecoa paralelos com a Revolta Pagesa, que nasceu como alternativa ao sindicato majoritário de agricultores.
A liderança das assembleias desafia os sindicatos estabelecidos, que passaram a ser vistos com ceticismo. A nova organização tem imposto a agenda das ações de protesto no setor educacional da região.

