As ações da Casas Bahia tiveram queda acentuada após o grupo entrar com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. O movimento ocorreu em reação ao registro de prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.
O pedido de recuperação judicial, apresentado no domingo (16), envolve dez empresas do grupo, incluindo Casas Bahia, Ponto Frio, Extra.com e a fabricante de móveis Bartira. A dívida reconhecida no processo soma R$ 17,3 bilhões. A companhia também informou que busca um financiamento de cerca de R$ 1 bilhão para manter as operações durante a reestruturação.
A desvalorização dos papéis foi progressiva. Após atingir R$ 559 em julho de 2020, o valor caiu para a casa dos centavos. Em 2022, a ação estava em R$ 60, e em 2023, chegou a R$ 11,38.
A empresa anunciou o fechamento de 298 lojas e a demissão de aproximadamente três mil funcionários, medidas que o grupo afirma serem parte do esforço para reduzir custos. O prejuízo do segundo trimestre, de R$ 10,1 bilhões, teve cerca de R$ 9,1 bilhões decorrentes de efeitos contábeis.
O cenário do varejo brasileiro enfrenta dificuldades, como juros elevados e crédito restrito. Entre junho de 2025 e junho de 2026, o número de empresas do setor em recuperação judicial aumentou 20,4%.


